Muita gente tem nos perguntado se os esmaltes nacionais são ou não testados em animais. Como as informações são escassas e desencontradas, resolvi fazer uma breve pesquisa diretamente com as marcas para montar esse post.
Cindi diz: deixe meus olhos, pele e nariz em paz ou eu te mordo.
Pensei que seria simples e que receberia respostas do tipo “sim, realizamos testes em animais” ou “não, não realizamos testes em animais em nenhuma etapa do processo”, mas aparentemente o buraco é mais embaixo: a realização ou não de testes em animais não depende apenas da boa vontade dos fabricantes de esmaltes, depende da Anvisa. É a Anvisa quem solicita testes específicos sobre os cosméticos:
Apesar da proibição para testes em animais ser uma tendência mundial, ainda não há uma legislação em vigência no Brasil a respeito. Há essa tendência quanto aos produtos cosméticos brasileiros; no entanto, de acordo com o Guia para Avaliação de Segurança de Produtos Cosméticos, ainda não é possível abandonar a utilização de animais na avaliação da segurança de produtos, por falta de métodos alternativos validados. (Anvisa)
E quando os testes em animais são necessários?
Os animais de laboratório deverão ser utilizados sempre que não existam métodos alternativos validados que os substituam ou, em casos específicos, após “screening” com métodos in vitro e/ou matemáticos válidos, precedendo dessa forma, os estudos clínicos. (Guia para Avaliação de Segurança de Produtos Cosméticos)
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